domingo, 15 de maio de 2016

Como começou "O Senhor da Luz"

Era uma vez cinco amigos que estudavam juntos, dois deles eram artistas: uma escritora e um desenhista. Um dia surgiu a ideia de uma história sobre um mago muito poderoso que guardava uma caixa mágica que era aberta por cinco chaves.

E foi, então, que a magia começou.

O portal da imaginação se abriu e eles foram levados para Datahriun, onde se tornaram cinco guardiões com a missão de trazer de volta o equilíbrio desse misterioso planeta.

Mas para que tudo desse certo (ou não) e os guardiões completassem sua missão era necessária muita disciplina para colocar essa história no papel e escrever “O Senhor da Luz – A Saga de Datahriun” foi um grande desafio, começou com algo sem compromisso, apenas para a diversão e tomou proporções cada vez maiores.

Para começar o livro não se chamava “O Senhor da Luz” ele ganhou esse nome depois de muito tempo. Primeiramente era somente “Datahriun”, o nome me agradava, porém gerava muita confusão e o seguinte diálogo era frequente:

-Ah, você escreve? Que legal! Qual o nome do livro?

-Datahriun.

-Data o quê?

Foi aí, que eu percebi que esse nome não daria certo.

Os personagens também tinham nomes diferentes a Nahya se chamava Laiane e a Lícia era Sávia. Dá para imaginar Lícia e Nahya com esses nomes? Estranho, não?

A primeira versão do livro foi um verdadeiro desastre! Ele foi reescrito tantas e tantas vezes que eu perdi a conta, devo ter mais de dez versões somente para os primeiros capítulos.

Apesar de tudo, esses foram somente detalhes, o que mais me prejudicou para finalizar o livro (além da falta de tempo), foi que Datahriun não foi estruturado antes de eu começar a escrever e isso me deu muita dor de cabeça durante a história. Frequentemente eu me perdia, os fatos não faziam sentindo ou eu tinha que parar o andamento da história, estruturar o que precisava, arrumar o que havia ficado errado e só então, continuar.

Três longos anos se passaram, até a primeira parte da jornada ser completada e “O Senhor da Luz – A Saga de Datahriun” ter sua primeira versão, mais dois anos foram necessários para reescrevê-lo e ser enviado para uma editora. Apesar de acreditar muito na história, ainda assim, eu achava que o livro poderia ser melhorado, eu estava certa, ele podia, mas não naquele momento.

Aquela era a hora de testar se o mundo que eu havia criado fazia sentido para outras pessoas além de mim e meus amigos que me acompanharam nessa jornada e foi indescritível a sensação de quando eu recebi a primeira resenha do “O Senhor da Luz”. Fazia sentido para mim e fez sentido para vocês.


A saga continua... 

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